A Grande Transição

Tradução do Site de Joanna Macy - www.joannamacy.net

A transição para uma civilização que prioriza a sustentabilidade da vida

A Grande Transição é um dos nomes para a aventura essencial de nossos tempos: a transição de uma sociedade que só visa o crescimento industrial para um civilização que prioriza a sustentabilidade da vida.

Esta transição compara-se em importância a outras duas grandes transições na história da humanidade: as revoluções agrícola e industrial. Enquanto a primeira precisou de séculos, e a segunda de gerações, esta revolução precisa ocorrer em alguns anos. E isto, apesar de todos os obstáculos e incertezas, é o que parece estar acontecendo.

Prometendo enobrecer todos os aspectos de nossas vidas, a Grande Transição começa com o reconhecimento de dois fatos. Primeiro, que um sistema econômico dependente de lucros corporativos cada vez maiores - e na rapidez com que a Terra pode ser transformada em bens consumíveis, armamentos e lixo - é suicida. E segundo, que nossas necessidades podem ser satisfeitas sem destruir o planeta. Temos a tecnologia e os recursos para produzirmos alimentos e energia suficientes, para assegurarmos água e ar puros, e para deixarmos um mundo habitável para aqueles que virão depois.

Veja como a Grande Transição se move em três dimensões simultâneas e mutuamente sustentáveis:

· Resistência e proteção para diminuir a destruição infringida no Planeta e seus seres. Incluindo desde ações políticas e legais, à bloqueios, boicotes, e outras formas de resistência. Ações desse tipo compram tempo, salvam vidas, e para as futuras gerações, salvam ecosistemas e ainda parte da biodiversidade genética.

· A criação de estruturas alternativas. De fazendas de energia eólica à permacultural e moedas locais, novas e engenhosas formas de colaboração estão surgindo como ramos verdes nascendo no meio do asfalto. A sabedoria ancestral é resgatada na cura, nos partos, na agricultura e na educação.

· Mudança de consciência. Novas perspectivas na ciência, junto à recuperação dos ensinamentos e práticas espirituais tradicionais, revelam nosso mútuo pertencer ao corpo sagrado e vivo da Terra. Elas nos agraciam com a coragem e a resistência para o trabalho que precisa ser feito.

Que privilégio é estar vivo neste tempo, quando cada uma de nossas vidas conta, para tanto, e por tanto tempo.

- Meus mestres (em construção)

- Veja como a Grande Transição está ocorrendo em três dimensões que são simultâneas e mutuamente incentivadoras;

- Diretrizes Pessoais para a Grande Transição
Cada um de nós desenvolve nossa própria lista de atitudes e ações que nos ajudam a participar desta grande revolução. Aqui estão cinco que me ajudaram:

- A Profecia de Shambhala
Participar na Grande Transição é a aventura espiritual do nosso tempo. Eu sempre compartilho uma estória - uma profecia realmente - que nos ajuda a ver isso, e a descobrir nosso poder moral.

- Aprender Juntos a Desmistificar e a Suplantar a Ditadura Corporativista

As Três Dimensões da Grande Transição:

1. Ações para diminuir a destruição infringida sobre o Planeta e seus seres

Sendo talvez a dimensão mais visível da Grande Transição, essas atividades incluem todo o trabalho político, legislativo, e jurídico necessário para reduzir a destruição, assim como ações diretas - bloqueios, boicotes, desobediência civil, e outras formas de resistência. Alguns exemplos:

- Documentar os impactos da Sociedade do Crescimento Industrial na ecologia e na saúde;

- Conduzir lobby e protestos contra a Organização Mundial do Comércio e os acordos internacionais de comércio que ameaçam ecosistemas e colocam em risco a justiça social e econômica;

- Denunciar práticas corporativistas ilegais e anti-éticas;

- Bloquear e conduzir vigílias em lugares de destruição ecológica, tais como florestas ancestrais sob ameaça de destruição, ou depósitos de lixo nuclear.

Trabalhos deste tipo ganham tempo. Também salvam algumas vidas, alguns ecosistemas, espécies e culturas, e ainda preservam algo da diversidade genética para a sociedade sustentável que virá. Mas são insuficientes para transformar totalmente a sociedade.


2. Análise das causas estruturais e a criação de alternativas estruturais

A segunda dimensão da Grande Transição é igualmente crucial. Para libertarmos a nós e ao nosso planeta dos prejuizos sendo infringidos pela Sociedade do Crescimento Industrial, devemos entender suas dinâmicas. Quais são os acordos tácitos que criam fortunas obscenas para uns poucos enquanto empobrecem progressivamente o resto da humanidade? Que causas interconexas nos prendem a uma economia insaciável que usa nossa Terra como puro estoque de suprimentos e como esgoto? Não é uma bonita imagem, e é preciso coragem e confiança em nosso bom senso para olhá-las com realismo; mas estamos desmistificando a mecânica da economia global. Quando vemos como o sistema opera, estamos menos tentados a endemonizar os políticos e os presidentes das corporações que estão a serviço de tudo isso. E por toda a aparente pujança da Sociedade do Crescimento Industrial, também podemos ver sua fragilidade - o quão dependente é de nossa obediência, e o quão destinada está a devorar-se a si mesma.

Além de aprendermos como o atual sistema funciona, estamos também criando alternativas estruturais. Em inúmeras localidades, como ramos verdes nascendo do concreto, novos arranjos sociais e econômicos estão brotando. Sem esperar que nossos políticos nos alcancem, estamos nos unindo, agindo em nossas próprias comunidades. Fluindo da nossa criatividade, em nome da vida, estas ações podem parecer marginais, mas elas contém as sementes do futuro.

Algumas iniciativas nesta dimensão:

- Seminários e grupos de estudo sobre a Sociedade do Crescimento Industrial;

- Estratégias e programas de proteção não-violentas organizadas por cidadãos;

- Redução da dependência de combustíveis fósseis e nucleares, e a conversão a fontes de energia renováveis;

- Organização de vivendas colaborativas tais como co-habitações e eco-vilas;

- Jardins comunitários, cooperativas de consumidores, agricultura apoiada pela comunidade, restauração de mananciais, moedas locais…

3. Mudança de Consciência

Estas alternativas estruturais não podem enraizar-se e sobreviver sem valores profundamente arraigados que as sustentem. Precisam espelhar o que queremos e como nos relacionamos com a Terra e uns com os outros. Requerem, em outras palavras, uma profunda transformação na nossa percepção da realidade - e esta transformação está ocorrendo agora, como uma revolução cognitiva, e como um despertar espiritual.

As percepções e experiências que nos abilitam a impulsionar esta transformação estão acelerando-se, e elas tem muitas formas. Surgem como pesar pelo nosso mundo, vendo as mentirosas noções do velho paradigma sobre o individualismo grosseiro, e a essencial auto-separatividade. Surgem de respostas alegres aos novos avanços do pensamento científico, vendo que o reducionismo e o materialismo dão lugar à evidência de um universo vivo. E também surgem na ressurreição da sabedoria tradicional, lembrando-nos outra vez de que o mundo é um todo sagrado, digno de adoração e serviço.

As muitas formas e ingredientes desta dimensão incluem:

- a teoria geral dos sistemas vivos,

- a ecologia profunda, e o profundo e progressivo movimento ecológico;

- A Espiritualidade da Criação e a Teologia da Libertação;

- O Budismo Engajado e correntes similares em outras tradições;

- O ressurgimento das tradições shamânicas;

- O Eco-feminismo;

- A eco-psicologia;

- O simples movimento da vida.

A compreensão a qual chegamos na terceira dimensão da Grande Transição nos salva de sucumbir ao pânico ou à paralisia. Ajuda-nos a resistir à tentação de enfiarmos nossa cabeça na areia, ou a nos usarmos mutuamente como bodes espiatórios em quem descontar nossos medos e fúrias.


DIRETRIZES PESSOAIS PARA A GRANDE TRANSIÇÃO

Partir da Gratidão
Estar vivos neste universo lindo e auto-organizado - e participar da dança da vida com sentidos para percebê-la, pulmões para respirá-la, órgãos que retiram dela sua nutrição - é uma maravilha indescritível. Gratidão pela vida é a fonte primária de todas as religiões, a marca registrada do místico, a fonte de toda a verdadeira arte. Além disso, é um privilégio estar vivo neste tempo, quando podemos escolher tomar parte na auto-cura do nosso planeta.

Não Ter Medo do Escuro
Este é um tempo escuro, repleto de sofrimentos e incertezas. Como células vivas num corpo maior, é natural que sintamos o trauma do nosso mundo. Portanto, não tenha medo da angústia que você sente, ou da raiva e do medo, pois estas respostas se originam no seu profundo carinho, e na verdade de sua inter-conexão com todos os seres. Sofrer com é o real significado da compaixão.

Ouse Visionar
Fora dessa escuridão, um novo mundo pode surgir, não para ser construído por nossas mentes, mas para emergir de nossos sonhos. Mesmo que não possamos ver claramente como ele vai ser, ainda assim somos chamados a deixar que o futuro adentre a nossa imaginação. Nunca seremos capazes de construir algo que antes não acalentamos em nossos corações.

Arregasse Suas Mangas
Muitas pessoas não se envolvem na Grande Transição porque há tantos problemas distintos que parecem competir uns com os outros. Devo salvar as baleias ou ajudar crianças violentadas? A verdade é que todos os aspectos da atual crise refletem o mesmo equívoco - separar nossos interesses particulares e usar outras pessoas em vantagem própria. Portanto, sanar um aspecto ajuda os outros a serem sanados também. Encontre aquilo no que mais ama trabalhar, e encontre alegria em fazê-lo. Nunca tente trabalhar só. Conecte-se com outros, pois vocês iluminarão as idéias de cada um e sustentarão um a energia do outro.

Aja a sua Idade
Já que cada partícula do seu corpo se origina nas primeiras chamas que propulsionaram a criação do tempo e espaço, você realmente é tão velh@ quanto o universo. Portanto, quando estiver fazendo um lobby junto a seu representante no congresso, ou visitando uma indústria local, ou oferecendo-se de testemunha numa audiência sobre lixo nuclear, ou ainda lutando pela proteção de uma floresta ancestral, você estará fazendo isso, não por um capricho próprio, mas na total autoridade de seus 15 bilhões de anos.

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A PROFECIA DE SHAMBHALA

Chegando a nós através de 12 séculos, a profecia sobre a vinda dos guerreiros de Shambhala ilustra os desafios diante de nós no momento da "Grande Transição" e as qualidades que podemos trazer para este momento. Esta lenda chega até nós por amigos tibetanos na Índia, que começam a crer que esta profecia diz respeito a este exato momento planetário. É relevante que a recontemos agora, pois os sinais que prognosticou são reconhecidos agora, sinais de grande perigo.

Esta versão da profecia foi trazida até nós pela dedicação de Joanna Macy, uma discípula do seu intérprete, o lama Choegyal Rinpoche, da comunidade de Tashi Jong, no norte da Índia,

"… Haverá um tempo quando toda a Vida estará em perigo. Grandes poderes barbáricos surgirão. Embora esses poderes empreguem suas fortunas preparando-se para aniquilar-se uns aos outros, eles têm muito em comum: armas de inimaginável poder destrutivo e tecnologias que ameaçam o nosso mundo. Nesta era em que o futuro dos seres sensíveis parece se dependurar pela mais frágil membrana,, o império de Shambhala emerge.

Não se pode visitá-lo, porque não é um lugar; não é uma entidade geopolítica. Existe somente nos corações e mentes dos guerreiros de Shambhala. Nem se pode reconhecer um guerreiro de Shambhala quando se vê um, pois não usa farda, uniformes, nem insígnia, e não carrega estandartes. Eles não tem barricadas onde subir para ameaçar o inimigo, ou atrás da qual se esconder para descansar ou renovar as energias. Eles não têm nem mesmo um território próprio. Sempre têm que mover-se nos territórios dos próprios bárbaros.

Agora chegou o tempo quando uma grande coragem - moral e física - é exigida dos guerreiros de Shambhala, pois têm que penetrar no coração dos poderes barbáricos, dentro de seus calabouços, prisões e cidadelas onde as armas são mantidas, e precisam desativá-las. Para desativar as armas, no sentido mais literal da palavra, eles têm que embrenhar-se pelos corredores do poder, onde as decisões são tomadas.

Os guerreiros de Shambhala têm a coragem para fazer isso porque sabem que estas armas são manomaya. Elas são "produtos da mente". Feitas pelas mentes humanas, elas podem ser desfeitas pelas mesmas mentes humanas. Os guerreiros de Shambhala sabem que os perigos ameaçando a vida na Terra não vêm de poderes extraterrestres, deidades satânicas, ou destinos malignos pre-estabelecidos. Eles se originam de nossas próprias decisões, nossos modos de vida, e nossos relacionamentos.

Então, este é o momento em que os guerreiros de Shambhala começam o seu treinamento. Quando Choegyal disse isto, Joanna perguntou, "Como eles treinam?" Treinam, disse ele, na utilização de duas armas. "Que armas?" E ele levantou suas mãos da forma como os lamas seguram os objetos rituais do dorje e o sino na dança dos lamas.

As armas são a compaixão e a perspicácia. Ambos são necessários. É preciso ter compaixão porque ela é o sumo, o poder, a paixão para agir. Significa não ter medo da dor do mundo. Com a compaixão podemos abrir-nos para essa dor, dar um passo a frente, agir. Mas essa "arma" sozinha não é suficiente. Ela pode nos exaurir. Então precisamos da outra - precisamos da perspicácia que nos dá a compreensão da interdependência de todos os fenômenos. Com a perspicácia saberemos que esta não é uma batalha entre "os bons" e "os maus", porque a efêmera linha que divide o bem e o mal cruza os meandros de todo coração humano. Com a perspicácia para perceber toda a nossa profunda inter-relação - nossa ecologia profunda - saberemos que as ações empreendidas com a intenção pura têm repercussões por toda a teia da vida, além do que se pode medir ou distinguir. Sozinha, esta perspicácia pode parecer muito fria, muito conceitual para sustentar-nos e manter-nos em movimento; portanto precisamos do calor da compaixão. Juntos, estes dois podem sustentar-nos como agentes de mudanças completas, integrais. São presentes que nos foram oferecidos, e dos quais devemos apossar-nos agora para a cura do nosso mundo.

Estas duas armas do guerreiro de Shambhala representam dois aspectos essenciais do Exercício da Re-Conexão. Um é o reconhecimento e a experiência de nossa dor pela situação de nosso mundo. O outro é o reconhecimento e a experiência de nossa interconexão radical e fortalecedora com toda a Vida. "


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Aprender Juntos Como Desmistificar e Suplantar a Ditatura Corporativista*

Muitas pessoas imaginam que as dinâmicas básicas da economia global e da ditadura corporativista são muito complicadas, a não ser que sejamos economistas ou mestres em administração de empresas. Para dissipar essa ilusão, é imperativo dar passos em direção ao fortalecimento pessoal e à ação coletiva. Ensinando uns aos outros em grupos, podemos usar nosso bom senso inato para perceber a natureza da economia do crescimento, o papel das corporações, e seu custo para nossa sociedade e planeta.

Grupos de estudo de cidadãos são uma das maiores invensões sociais de nosso tempo. Envolventes e divertidos, incentivam nossa curiosidade natural, elevam nossas visões, e ampliam nossos horizontes, enquanto oferecem um experiência de comunidade imediatemente compensadora. Eles liberam nossa capacidade de pensar convincentemente sobre grandes temas de interesse comum - uma capacidade que talvez nem suspeitávamos possuir. Eles aumentam nosso respeito por nós mesmos e pelos outros, rompendo barreiras de isolamento e debilidades.

Estas funções são multiplicadas quando os participantes, buscando incorporar as convicções ou os valores que surgem, desenvolvem projetos conjuntos - e os grupos se tornam grupos de estudo e ação. A energia que é liberada quando nos movemos para fazer juntos o que nos sentiríamos inadequados fazendo sozinhos, pode transformar nossas vidas e nossa sociedade.

A participação em grupos de estudo-ação proporcionou uma direção à minha própria vida. Quando meus filhos estavam no segundo grau, nos reunimos com vizinhos para estudarmos macro-economia, fazendo leituras selecionadas, revesando-nos na facilitação, e eventualmente desenvolvendo projetos conjuntos que incluiam uma horta comunitária e uma cooperativa de alimentos. Dez anos depois, interessada em aprender sobre os cuidados com lixo radioativo, convidei um grupo selecionado de amigos para um novo grupo de estudo-ação com um currículo que desenhamos juntos. Devido às grandes preocupações e emoções provocadas pelo tema, ficamos muito gratos por temos incluído um componente espiritual em cada sessão. Isto nos ajudou a sustentar nossa motivação, e a nos tornarmos suficientemente informados para servir de testemunhas em audiências governamentais de regulamentação legal.

Como Organizar um Grupo de Estudo-Ação

· Escolha um guia ou manual (veja fontes abaixo) ou faça o seu próprio, se tiver experiência anterior.

· Determine o número de sessões que o grupo terá, e a freqüência e duração das sessões.

· Faça um convite (ligando para amigos, ou colocando uma nota num quadro de avisos público, por exemplo) e planeje para um número ideal de 8-12 pessoas (não espere que as pessoas se comprometam antes que tenham vindo à primeira sessão experimental).

· Selecione um local, como uma igreja da paróquia local, uma sinagoga, mosteiro, ou escola, ou considere a possibilidade de reunirem-se na casa de um dos participantes.

· Separe um tempo na sua primeira reunião para rever as diretrizes para o sucesso de um grupo de estudo-ação. Estas diretrizes estão incluídas nos manuais listados abaixo, e geralmente recomendam revesar os facilitadores, o que aumenta muito a vitalidade do grupo. Além disso, considere se é desejável incluir um círculo de abertura e fechamento em cada reunião, como uma forma de fortalecer em todos as impressões de nossa humanidade e desejos compartilhados, e como um lembrete de que isso é mais do que um simples exercício intelectual.

· Faça uso de processos interativos que ajudam os participantes a manter a motivação, relacionando o material com seus corações e corpos além de sua mente. Você pode escolher entre os vários, descritos em Coming Back to Life (Voltando a Viver - escrito por mim e Molly Young Brown, New Society Publishers), que são especialmente dirigidos para ajudar-nos a sentir nossa relação com o mundo.

Recursos para Grupos de Estudo-Ação sobre a Ditadura Corporativista
(Nota da Tradutora: Como este material encontra-se exclusivamente em inglês, mantive o texto e link originais)

Resources for Study-Action Groups on Corporate Rule

While this list is not exhaustive, I can vouch for the quality and relevance of each of these study guides.

Roots of Change is a study circle program developed by the International Society for Ecology and Culture with three goals: 1) To encourage a broad analysis of the origins and workings of the global economy. 2) To promote discussion of the impact of globalization on participants' own communities and communities around the world. 3) To generate strategies for effective local action.

Contact ISEC USA, PO Box 9475, Berkeley, CA 94709; Telephone: (510) 548 4915. Email: isecuk@gn.apc.org

Tackling Transnationals is one of several online study courses offered by International Study Circles (ISC). It aims to provide an understanding of how transnational corporations operate and how they affect economy, politics and culture at local, national and global levels. Another ISC course, Women and the Global Food Industry, brings a critical understanding of how conditions of globalization affect women workers engaged in the production and retailing of food.

All materials are online at www.tsl.fi/ifwea/isc/index2.html

Challenging Corporate Power, Asserting the People's Rights is a ten-session study guide by the Women's International League for Peace and Freedom (WILPF). Its two-fold purpose is to: "...frame learning and discussion in ways that focus on the root causes of corporate and state oppression [and] to direct efforts for change in law and culture toward those public officials and public bodies that must take the authority to place economic institutions and all corporate entities under the control of a self-governing people."

All materials are online at www.wilpf.org/corp/cintro.htm. For a printed version of the materials, send a check for $15 made out to WILPF to: WILPF, 1213 Race Street, Philadelphia, PA 19107.

Perspectives on the Global Economy, is an eight-session discussion course on economic globalization developed by the Northwest Earth Institute. This course addresses "...the structural aspects of globalization...how the global economy impacts the environment, food production, the culture, and world-wide economic and social equity...and how people concerned about globalization are taking steps to seize control of their futures."

Participation in a NWEI discussion course is arranged through the Institute or one of its affiliates by contacting: Northwest Earth Institute, 506 SW Sixth, Suite 1100, Portland, OR 97204; www.nwei.org; email webinfo@nwei.org.

Globalization for Beginners is a two-hour workshop developed by United for a Fair Economy. Its objectives are to: "Connect perspectives and concepts about globalization...to familiar issues in the U.S...; expose the intersection between concentrated corporate power and the establishment of the rules...governing international trade; identify the connections between decisions made by...the IMF, the World Bank, the WTO and the effects of these decisions on people's lives; and provide information and resources and stimulate interest among activists for conducting education and action."

The $65 workshop kit may be ordered from the UFE website: www.ufenet.org/order/index.html#PopEd or email info@ufenet.org.

* Submetido para publicação no próximo livro, 50 Coisas que Você Pode Fazer para Acabar com a Ditadura Corporativista e Fortalecer a Democracia.


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