Maria Amália Fontoura de Souza
* Meu(s) nome(s)

* Um pouco sobre meus caminhos

* Algum trabalho em casa enquanto descansava!

* Meu trabalho atual, com muita esperança

* Aprendendo com os sábios

* ...e alguns links da minha história


Com um nome tão longo, já ganhei muitos apelidos. Colocando esta pequena curiosidade, me apresento a todos completamente!

Meu(s) nome(s) …

1º) Para a minha mãe, Maria Amália é sagrado!! Mas…
2º) Todos os 10 anos que viví nos Estados Unidos, me chamavam de Maria - e eu achava que eles não podiam pronunciar Amália!
3º) No tempo em que vivia no México, numa aldeia do povo Purépecha, me chamavam de Mari.
4º) Um grande chefe, e amigo, do povo Suruí de Rondônia, me chamava Amoa, que quer dizer jabotizinho. Adoro este!
5º) Uma matrona Kaxinawá do Acre (ou como se auto-denominam, Runi Kuin - Gente Verdadeira), mestra da arte de tecer, me batizou de Tamaní = amendoim!
6º) Mas acabou mesmo prevalecendo meu nome de "guerra" da aviação, dos tempos em que tirei meu breve, com 17 anos, na terra onde crescí - Guaratinguetá: Amália

Um pouco sobre meus caminhos…

Após ter vivido nos Estados Unidos por 5 anos, participando de vários programas internacionais como o Up With People, em 1985 recebi uma bolsa de estudos para frequentar a faculdade de Desenvolvimento Internacional e Meio Ambiente no World College West, na região de San Francisco, California. Foi então que tive contato com a recém criada Rainforest Action Network (Rede de Ação pelas Florestas Tropicais), e quando senti que, participando deste movimento pela preservação das florestas tropicais do planeta, encontrava um grande propósito de vida e uma forma de retornar à minha casa -- o Brasil. Me apaixonei pelo trabalho que fazia, nessa época, a União das Nações Indígenas, e todos os meus estudos forão dirigidos para apoiá-los em sua luta, e para ajudar-me a compreender as complexidades envolvidas na preservação de um ecosistema enquanto aprendendo a respeitar a sabedoria das culturas ancestrais. Voltei ao Brasil em 1990 para trabalhar com a Aliança dos Povos da Floresta e apoiar sua determinação em mostrar ao mundo que eram eles os melhores guardiães que nossas florestas poderiam ter.

Logo depois do meu retorno, comecei a aprender mais sobre o crescente movimento ambientalista no Brasil, que desafiava os conceitos puramente conservacionistas que defendiam que para melhor preservar um ecosistemas, ele teria que ser esvaziado de gente. Aos olhos dos "socio-ambientalistas", a única forma de preservar nossas riquezas naturais é envolvendo as comunidades locais nesta luta, ajudando-os a compreender que preservar a natureza e viver em harmonia com ela só pode lhe trazer benefícios. Foi então que comecei a perceber que estes ativistas ambientais estavam conseguindo êxitos inéditos neste trabalho. Através de suas ações, criaram uma consciência ambiental dentro da sociedade nunca antes vista no Brasil, incentivando a participação do público na defesa de novas políticas, e na demanda de decisões políticas mais apropriadas, estando dispostos a sair às ruas em defesa de suas convicções se preciso fosse.

Para ajudar a fortalecer este trabalho, um velho amigo da Fundação Damien de San Francisco, entendeu que estes ambientalistas se beneficiariam muito da utilização da Internet, recém aberta à entidades brasileiras durante a Eco 92 pela ONG IBASE. Entre 1993-1994 (3 anos antes da Internet explodir no mundo), coordenei este projeto - Rede Ecologista - conectando, pela primeira vez, 35 ONGs sócio-ambientais brasileiras ao Alternex, então projeto do IBASE.

Logo após, fui convidada a trabalhar para a Secretaria Internacional da Associação para o Progresso das Comunicações - APC. Depois de muitos títulos, terminei como Diretora de Desenvolvimento e Serviços aos Membros e Parceiros (que se espalhavam por mais de 130 países). Após 5 anos na APC, viajando por mais de 40 países, em todos os continentes, achei que era hora de voltar para casa.


Algum trabalho em casa enquanto descansava!

Também em 1993, fundei, junto com amigos de Guaratinguetá, o IECO - Instituto Eco'nvivência. O desafio de trabalhar em casa foi maior do que tudo que já fiz em todo o mundo. Mas plantamos algumas sementes importantes - um projeto que ofereceu a uma comunidade rural dentro da Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira uma alternativa econômica com o eco-turismo, em conjunto com a Fundação Florestal (da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo); e um centro de acesso público a Internet, o NetCafé. Com este trabalho, participamos da criação da Rede Latino Americana Somos@Telecentros, e fomos selecionados para fazer parte de um vídeo que conta experiências de democratização da internet na América Latina, produzida pelo Centro de Pesquisas em Desenvolvimento Internacional (International Development Research Center -IDRC), do governo do Canadá. Este trabalho também me levou a participar da conferência Global Knowledge for Development II na Malásia.

Meu trabalho atual, com muita esperança…

Acredito profundamente que para reverter o processo destrutivo que vemos ao nosso redor, precisamos construir alianças, re-educar, re-despertar nas pessoas a lembrança de nossa intricada relação com a natureza. Só assim encontraremos dentro da alma o compromisso e a certeza de que pertencemos a esta causa, e reconheceremos que a sobrevivência da nossa espécie depende de voltarmos a respeitar os processos naturais que sustentam a vida em toda a sua diversidade.

Por crer nessa possibilidade, me comprometi a: (1) facilitar dinâmicas de grupo que nos ajudam a re-conectar com nosso conhecimento inato de como a Vida funciona na Terra, para que possamos estar melhor preparados para agir em defesa dessa Vida, a fim de transformarmos uma sociedade que visa somente o desenvolvimento industrial numa sociedade que visa a Sustentação da Vida, como descreve tão sabiamente minha amiga e mentora Joanna Macy; (2) apoiar os ativistas ambientais na melhor estruturação de suas instituições, pois eles vêm trabalhando incessantemente por décadas com grandes dificuldades e desgastes pessoais, com pouquíssimo apoio institucional e quase nenhum reconhecimento, e ainda assim produzindo resultados hercúleos.

Aprendendo com os Sábios

Às vezes o trabalho parece tão imenso - não parece possível. Ainda assim, não consigo deixar de fazer a minha parte dele. Só consigo isso crendo profundamente que não estou sozinha. E quando preciso certificar-me de que tenho o direito de falar e agir em nome da preservação da Viva, lembro-me de que Budha, quando questionado em seus valores mais profundos, como resposta somente tocou a terra com as mãos. A Terra nos dá essa autoridade. Todos nós somos feitos dela, somos parte dela, dependemos dela para continuarmos vivos. Temos todo o direito de oferecer nossas vozes e nossos talentos em sua, e em nossa própria, proteção.

…e alguns links da minha história:

BrazilMax - Editorial Advisory Board

Fundación Acceso - Global Development Gateway Assessment

Videazimut Conference

Palestra para Conferência do Programa Lead - Okinawa, 1996:

Manifiesto Telelac

World News - IPS


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