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Maria
Amália Fontoura de Souza
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Meu(s) nome(s)
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Um pouco sobre meus caminhos |
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1º)
Para a minha mãe, Maria Amália é sagrado!! Mas
Após ter vivido nos Estados Unidos por 5 anos, participando de vários programas internacionais como o Up With People, em 1985 recebi uma bolsa de estudos para frequentar a faculdade de Desenvolvimento Internacional e Meio Ambiente no World College West, na região de San Francisco, California. Foi então que tive contato com a recém criada Rainforest Action Network (Rede de Ação pelas Florestas Tropicais), e quando senti que, participando deste movimento pela preservação das florestas tropicais do planeta, encontrava um grande propósito de vida e uma forma de retornar à minha casa -- o Brasil. Me apaixonei pelo trabalho que fazia, nessa época, a União das Nações Indígenas, e todos os meus estudos forão dirigidos para apoiá-los em sua luta, e para ajudar-me a compreender as complexidades envolvidas na preservação de um ecosistema enquanto aprendendo a respeitar a sabedoria das culturas ancestrais. Voltei ao Brasil em 1990 para trabalhar com a Aliança dos Povos da Floresta e apoiar sua determinação em mostrar ao mundo que eram eles os melhores guardiães que nossas florestas poderiam ter. Logo depois do meu retorno, comecei a aprender mais sobre o crescente movimento ambientalista no Brasil, que desafiava os conceitos puramente conservacionistas que defendiam que para melhor preservar um ecosistemas, ele teria que ser esvaziado de gente. Aos olhos dos "socio-ambientalistas", a única forma de preservar nossas riquezas naturais é envolvendo as comunidades locais nesta luta, ajudando-os a compreender que preservar a natureza e viver em harmonia com ela só pode lhe trazer benefícios. Foi então que comecei a perceber que estes ativistas ambientais estavam conseguindo êxitos inéditos neste trabalho. Através de suas ações, criaram uma consciência ambiental dentro da sociedade nunca antes vista no Brasil, incentivando a participação do público na defesa de novas políticas, e na demanda de decisões políticas mais apropriadas, estando dispostos a sair às ruas em defesa de suas convicções se preciso fosse. Para ajudar a fortalecer este trabalho, um velho amigo da Fundação Damien de San Francisco, entendeu que estes ambientalistas se beneficiariam muito da utilização da Internet, recém aberta à entidades brasileiras durante a Eco 92 pela ONG IBASE. Entre 1993-1994 (3 anos antes da Internet explodir no mundo), coordenei este projeto - Rede Ecologista - conectando, pela primeira vez, 35 ONGs sócio-ambientais brasileiras ao Alternex, então projeto do IBASE. Logo após, fui convidada a trabalhar para a Secretaria Internacional da Associação para o Progresso das Comunicações - APC. Depois de muitos títulos, terminei como Diretora de Desenvolvimento e Serviços aos Membros e Parceiros (que se espalhavam por mais de 130 países). Após 5 anos na APC, viajando por mais de 40 países, em todos os continentes, achei que era hora de voltar para casa.
Também
em 1993, fundei, junto com amigos de Guaratinguetá, o
IECO - Instituto Eco'nvivência. O desafio de trabalhar em casa
foi maior do que tudo que já fiz em todo o mundo. Mas plantamos
algumas sementes importantes - um projeto que ofereceu a uma comunidade
rural dentro da Área de Proteção Ambiental da Serra
da Mantiqueira uma alternativa econômica com o eco-turismo, em conjunto
com a Fundação
Florestal (da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São
Paulo); e um centro de acesso público a Internet, o NetCafé.
Com este trabalho, participamos da criação da Rede Latino
Americana Somos@Telecentros,
e fomos selecionados para fazer parte de um vídeo que conta experiências
de democratização da internet na América Latina,
produzida pelo Centro de Pesquisas em Desenvolvimento Internacional (International
Development Research Center -IDRC), do governo do Canadá. Este
trabalho também me levou a participar da conferência Global
Knowledge
for Development II na Malásia. Meu trabalho atual, com muita esperança Acredito profundamente que para reverter o processo destrutivo que vemos ao nosso redor, precisamos construir alianças, re-educar, re-despertar nas pessoas a lembrança de nossa intricada relação com a natureza. Só assim encontraremos dentro da alma o compromisso e a certeza de que pertencemos a esta causa, e reconheceremos que a sobrevivência da nossa espécie depende de voltarmos a respeitar os processos naturais que sustentam a vida em toda a sua diversidade. Por crer nessa possibilidade, me comprometi a: (1) facilitar dinâmicas de grupo que nos ajudam a re-conectar com nosso conhecimento inato de como a Vida funciona na Terra, para que possamos estar melhor preparados para agir em defesa dessa Vida, a fim de transformarmos uma sociedade que visa somente o desenvolvimento industrial numa sociedade que visa a Sustentação da Vida, como descreve tão sabiamente minha amiga e mentora Joanna Macy; (2) apoiar os ativistas ambientais na melhor estruturação de suas instituições, pois eles vêm trabalhando incessantemente por décadas com grandes dificuldades e desgastes pessoais, com pouquíssimo apoio institucional e quase nenhum reconhecimento, e ainda assim produzindo resultados hercúleos. Às vezes o trabalho parece tão imenso - não parece possível. Ainda assim, não consigo deixar de fazer a minha parte dele. Só consigo isso crendo profundamente que não estou sozinha. E quando preciso certificar-me de que tenho o direito de falar e agir em nome da preservação da Viva, lembro-me de que Budha, quando questionado em seus valores mais profundos, como resposta somente tocou a terra com as mãos. A Terra nos dá essa autoridade. Todos nós somos feitos dela, somos parte dela, dependemos dela para continuarmos vivos. Temos todo o direito de oferecer nossas vozes e nossos talentos em sua, e em nossa própria, proteção. e alguns links da minha história: BrazilMax - Editorial Advisory Board Fundación
Acceso - Global Development Gateway Assessment Palestra
para Conferência do Programa Lead - Okinawa, 1996:
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